A Farsa
Farsa é uma modalidade burlesca de peça teatral, caracterizada por personagens e situações caricatas. Difere da comédia e da sátira por não preocupar-se com a verossimilhança nem pretender o questionamento de valores.

"FARSA" CHEGA A CAMPINAS COM GRANDE ELENCO
Com nomes como os de Sergio Marone, Claudia Ohana, Luciana Braga e Marcos Breda, comédia fica em cartaz de sexta a domingo no TIM, até 1º de junho
Sucesso no Rio de Janeiro e no Festival de Teatro de Curitiba, "Farsa" é o espetáculo que o Teatro TIM apresenta ao público, a partir de 2 de maio. O texto é composto de quatro comédias curtas de grandes nomes da dramaturgia universal: "Os Faladores", do espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616); "O Urso", do russo Anton Tchékhov (1860-1904); "O Médico Saltador", do francês Molière (1622-1673); e "Os Ciúmes de um Pedestre", do brasileiro Martins Pena (1815-1848).
A interpretação cabe a um excelente elenco, formado por Bianca Byington, Claudia Ohana, Luciana Braga, Marcos Breda, Mário Borges e o galã global Sérgio Marone.
SOBRE O ESPETÁCULO
"Farsa" é um espetáculo concebido para platéias de todas as idades e classes sociais. Crianças ou adolescentes, adultos ou idosos, professores ou estudantes, ninguém resiste à "Farsa" e sua avalanche de bom humor e teatralidade.
"Farsa" é teatro da melhor qualidade, extremamente sofisticado em sua construção e de uma simplicidade extrema em sua aparência. É um espetáculo ¬que permite vários níveis de leitura. Mesmo pessoas que nunca foram ao teatro assistem, entendem e se divertem com as vertiginosas peripécias em cena. Porque "Farsa" é, antes de tudo, uma comédia essencialmente popular.
O espetáculo comemora os 15 anos de parceria entre Luiz Arthur Nunes, Marcos Breda e a produtora Maria Helena Alvarez, da CARAVANA PRODUÇÕES. E marca o início da gestação de uma companhia de teatro, acalentada pela trinca desde a encenação da peça "A Caravana da Ilusão", de Alcione Araújo, em 1992.
SOBRE O ENREDO
O espetáculo é composto pelas comédias:
"Os Faladores", de Cervantes - A peça gira em torno da volúpia verbal de dois incorrigíveis falastrões;
"O Urso", de Tchékhov - Trata da desavença e do enlace entre um rude fazendeiro e uma bela e suspirosa viúva;
"O Médico Saltador", de Molière - Narra, em ritmo frenético, as impagáveis peripécias de um criado que se faz passar por médico para promover a união do patrão com a sua amada;
"Os Ciúmes de um Pedestre", de Martins Pena - Nesta engenhosa e rocambolesca comédia, contam-se as artimanhas de um fogoso vizinho e de um jovem enamorado para ludibriar o terrível capitão-do-mato. Este, em suas andanças atrás de escravos fugidos, mantém trancafiadas, a sete chaves, a segunda mulher e a filha.
SOBRE O ELENCO
Marcos Breda - que se destacou no cinema em "Feliz Ano Velho" (1987) e tem larga atuação também na TV e no teatro - diz que "Farsa" é uma "comédia superlativa". "Seu objetivo é o de entreter e provocar risos", comentou ele em seu blog, na Internet. Mas não só o espetáculo pode ser considerado superlativo " o elenco também. Afinal, raras são as vezes em que um mesmo palco abriga estes atores:
Bianca Byington, que iniciou sua carreira ainda criança, nos anos 70, na montagem "Os Saltimbancos", de Chico Buarque, e fez uma sólida carreira no cinema e na televisão;
Cláudia Ohana, uma das presenças mais belas e marcantes da produção audiovisual brasileira (vide o filme "Kuarup", dirigido por Ruy Guerra, em 1989);
Luciana Braga, que já integrou o elenco de várias novelas, como "O Profeta", da TV Globo (2006);
Com vasta carreira no teatro, Mário Borges foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator, justamente por sua soberana atuação em "Farsa";
E Sérgio Marone, que, além de ser galã global - sua última participação na telinha foi em "Paraíso Tropical" (2007) ", é uma das gratas revelações da teledramaturgia recente.
SOBRE A DIREÇÃO
O gaúcho Luiz Arthur Nunes iniciou sua carreira de diretor nos anos 70. São dessa época espetáculos como "Sarau das 9 às 11", escrito por Caio Fernando Abreu. Com o parceiro, encenou ainda "A Maldição do Vale Negro", grande sucesso no Rio de Janeiro, no final da década de 80, que lhes valeu o Prêmio Molière.
Paralelamente à carreira de diretor, Nunes é um acadêmico. Está à frente do Núcleo Carioca de Teatro, dedicando-se a pesquisar o gênero épico. Um de seus maiores sucessos no palco ocorreu nos anos 90, com "A Vida Como Ela É", teatralização de contos de Nelson Rodrigues.
Em "Farsa", Luiz Arthur Nunes soube "amarrar" os quatro textos que compõem a montagem, sem que houvesse rupturas que prejudicassem o ritmo das cenas e a pulsação dos atores. Sem falar, é claro, no entendimento por parte da platéia. O resultado é uma continuidade que tem agradado tanto à crítica quanto ao público.
FICHA TÉCNICA
Elenco: Bianca Byington, Claudia Ohana, Luciana Braga, Marcos Breda, Mário Borges e Sérgio Marone
Direção: Luiz Arthur Nunes
Cenário: Hélio Eichbauer
Figurino: Coca Serpa
Iluminação: Paulo César Medeiros
Música: Alexandre Elias
Preparação corporal: Antônio Negreiros
Produção executiva: Lucia Regina de Souza
Direção de produção: Maria Helena Alvarez
Produção: Marcos Breda e Caravana Produções
SERVIÇO
Local: Teatro TIM
Estréia: 2 de maio
Temporada: Até 1º de junho
Horários: Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h
Ingressos: R$ 50 (sábado) e R$ 40 (sexta e domingo)
Duração: 1h50
Classificação etária: Livre
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