April 2005 Archives
(Dalto/Claudio Rabello)
Ai de ti, ó meu amor
siga as notas da canção
Bem-te-vi, ó meu bem-te-vi
brilho frágil de emoção
Na alegria das manhãs
no começo de estação
bem-te-vi, ó meu bem-te-vi
brilho frágil de ilusão
Bem-te-vi, bem-te-vi bem-te-vi
como verão, não..(bis)
Voa livre por entre os jasmins
e pousa no meu coração
Letra: Coelho Neto
Música: João Baptista Julião
Alegramos das árvores a festa
Com os brilhos de nossa alegria
Brotem flores de espessa floresta
Contém ninhos dos ramos um dia.
(coro)
Verde, verde da nossa esperança
Cresça verde e formosa do chão
Cada planta que ao rir da criança
Pede a terra da vida o condão.
Chovam bênçãos dos céus em cascatas
Sobre o seio materno da terra;
Contra a morte inclemente das matas
Surja a nossa bandeira de guerra.
Guerra aos ímpios ingratos machados
Trégua ao fogo impiedoso e sem dó.
Que amortalham as flores dos prados
E transformam os bosques em pó.
Neste céu todo azul de esplendores
Altos hinos refuljam agora
De crianças e plantas e flores
Consagradas em rútila aurora.
Sob a meiga e bendita natureza
Desta glória do olhar de Cabral,
Foi Araras que teve a riqueza
Deste exemplo de brilho imortal.
Cidade Encantamento
Letra: Idiney Gonçalves de Oliveira
Música: Prof. Rubens Parada
Incrustada na Pátria altaneira
Como jóia de raro esplendor
Tu traduzes, Araras faceira
A bonança, o progresso, o valor...
As canções do trabalho pujante
Desde o tempo dos velhos barões
Te fizeram tão grande e vibrante
Que transbordam dos bons corações.
(Estribilho)
Ó Cidade Encantamento,
Jovem, bela, varonil
Ó Cidade Encantamento,
Esperança do Brasil.
Das primeiras tu foste na história
A romper os grilhões dos escravos
E te encheste de paz e de glória,
Orgulhosa de filhos tão bravos...
Sob o manto da Virgem Maria
O teu povo é ordeiro e cristão
Cada prece do teu dia a dia
É a mais doce sublime oração
Quando a árvore amiga plantaste
Numa festa jamais esquecida
A ternura que então revelaste
É por todos agora seguida.
Cana cana-de-açúcar de pé
Se traduz em riqueza nos lares
Mas plantaste também o café
E as laranjas dourando os pomares.
As indústrias, escolas, usinas,
Prenunciam radioso futuro
E o vigor dos teus jovens destinas
Ao timão do teu barco seguro.
Minha terra, feliz paraíso,
Neste ardente lampejo de afeto
O teu solo desejo por piso
E o teu céu sempre azul como teto...
